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| A
seguinte afirmação foi publicada na edição de maio de 1997 da revista holandesa
"Nederlands Tijdschrift voor de Klinische Chemie - volume XXII #3. "Se
todo adulto holandês bebesse três taças de vinho tinto por dia, o índice
de mortes causadas por doenças cardíacas e vasculares (sendo a causa de
morte número um) diminuiria em pelo menos 30%." |
| Há
6 anos o chamado paradoxo francês, indicava que um dos motivos pelos quais
os franceses têm menos ataques cardíacos do que os americanos, apesar de
sua dieta rica em gordura, é o alto consumo de vinho; esse vinho age como
preventivo contra as doenças cardíacas. Dentre as coisas que foram relatadas
em 1991 estava o fato de que o francês consome mais vinho, tanto tinto como
branco, do que qualquer outro povo no mundo. |
| Os
americanos estão entre os menores consumidores. Na França, o vinho é tomado
junto com as refeições. Nos Estados Unidos, as pessoas tendem a beber em
festas. |
| Esta
foi uma das preocupações do Dr. Curt Ellison, Chefe de Epidemiologia da
Universidade de Boston, quando foi entrevistado na França há 6 anos. Ele
disse: "Se você beber três garrafas de vinho, todas no sábado à noite, isso
será muito ruim para as suas plaquetas, para as suas coronárias e para a
sua saúde em geral. Por outro lado, se você distribuir essas três garrafas
na semana, tomando meia garrafa por dia às refeições abrangendo um período
de várias horas, você pode estar protegendo a sua saúde, diminuindo a rigidez
das suas plaquetas." |
| O
Dr. Serge Renaud, cientista francês e pioneiro na pesquisa sobre o álcool,
disse que beber moderadamente pode reduzir os ataques cardíacos em 50%.
Foi em Copenhagen, Dinamarca, 1995, onde talvez tenha sido realizado o estudo
mais significativo da relação entre saúde e álcool. Ele foi chamado de Estudo
Cardíaco da Cidade de Copenhagen. |
| Com
relação à ingestão de vinho apenas, os abstinentes dobraram o risco de morte
em comparação com aqueles que bebiam vinho diariamente. Portanto, havia
uma grande diferença e ela era bastante significativa. O Dr. Morten Gronbaek
realizou um estudo de 10 anos em mais de 13.000 pessoas entre 30 e 79 anos
de idade. O estudo foi patrocinado pelo Ministério da Saúde, um dos estudos
atuais mais cuidadosamente monitorados. Ele incluía a separação dos tipos
de álcool que as pessoas tomavam. |
| O
que mais surpreendeu foi a descoberta que a ingestão moderada de vinho (até
3 a 5 taças por dia), implicava em um índice de mortalidade significativamente
menor em relação a todos os casos. Uma quantidade similar de cerveja (três
a cinco copos por dia), não afetou em nada o índice de mortalidade. Quanto
às outras bebidas alcoólicas, o estudo de Gronbaek mostrou que apenas uma
pequena quantidade, talvez uma dose por mês, era benéfica. Duas ou três
doses por semana não afetavam nada. Porém, três a cinco doses por dia aumentavam
o índice de mortalidade. Para fazer um estudo como esse eles tiveram a vantagem
de que muitos dinamarqueses bebiam o suficiente tanto de vinho quanto de
cerveja e outras bebidas alcoólicas, de forma a permitir que eles comparassem
os três tipos de bebidas em relação à mortalidade. Além disso, a Dinamarca
possui uma população estável. Poucas pessoas emigram ou mesmo trocam de
cidades. Além disso, o estudo contou com total acesso aos registros médicos
e certidões de óbito. |
| O
Dr. Serge Renaud, cientista francês, disse: "... existe o álcool, que é
o primeiro a ter uma função, e a segunda função, a meu ver, é exercida pelos
antioxidantes." O Dr. Renaud acredita, juntamente com muitos outros médicos,
que os antioxidantes do vinho ajudam a prevenir danos aos vasos sangüíneos
e doenças cardíacas e que o álcool assim como outras 400 substâncias químicas
do vinho aumentam o nível de HDL no sangue, o chamado colesterol bom, que
ajuda a prevenir os ataques cardíacos e derrames. |
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A
virtude está na moderação |
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Tin-tin!
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