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O ÁLCOOL E AS DOENÇAS
CARDIOVASCULARES |
| CISA divulga estudo sobre a relação de doenças cardiovasculares desenvolvidas
pela influência do consumo crônico de bebidas alcoólicas e possíveis efeitos
positivos do álcool para a saúde
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| A cada ano, no mundo, cerca de 17,5 milhões de pessoas morrem de doenças
cardíacas. De acordo com estudos divulgados pelo CISA - Centro de Informações
sobre Saúde e Álcool, dentre os fatores de risco para a incidência de
complicações cardiovasculares está o consumo abusivo de álcool. Pesquisas
indicam que o impacto do uso crônico de bebidas alcoólicas, sobre a saúde, tem
variado de acordo com o tipo de enfermidade, conforme as descrições
abaixo: |
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Miocardiopatia: é um termo que faz referência às doenças do
músculo estriado cardíaco, dentre as quais o tipo mais comum é a miocardiopatia
dilatada, quando há aumento da dimensão do coração e diminuição de sua força
propulsora. O uso crônico e pesado de álcool pode causar a doença, embora
padrões mais leves de consumo também possam provocá-la, principalmente quando
associados a co-fatores, entre eles a deficiência da tiamina (vitamina B1 -
beribéri), fatores genéticos e infecções virais. |
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Hipertensão: o uso
pesado de álcool aumenta o risco de desenvolver hipertensão, independentemente
de fatores nutricionais. Além disso, o consumo crônico de bebidas alcoólicas
interfere no tratamento medicamentoso, enquanto que a moderação ou abstinência
facilita os resultados de intervenções não-farmacológicas destinadas à
diminuição da pressão arterial, como, por exemplo, a redução de peso, realização
de exercícios físicos e restrição do uso de sal. |
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Arritmia: o risco de
desenvolvimento de arritmia é maior entre usuários pesados de álcool, devido aos
danos do músculo miocárdio provocados pela bebida. Inclusive, há casos de
desenvolvimento da síndrome "Holiday Heart", arritmia conhecida como fibrilação
atrial decorrente do uso abusivo e agudo de álcool. |
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Derrame
cerebrovascular: estudos indicam que o consumo crônico de bebidas alcoólicas
está associado ao aumento do risco de incidência de derrame cerebrovascular,
sendo que usuários pesados estariam mais propensos a desenvolver derrame
hemorrágico, tipo ocasionado pela ruptura de vasos sanguíneos. Todavia, o efeito
do uso de álcool sobre o risco de derrame isquêmico, tipo provocado pela oclusão
de vasos sanguíneos, ainda não está totalmente esclarecido. |
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Falência
cardíaca (Heart Failure): a síndrome é descrita como a situação em que o
funcionamento cardíaco é inadequado para o atendimento das reais necessidades do
corpo, gerando o quadro clínico correspondente de "Insuficiência Cardíaca
Congestiva", podendo complicar-se por meio do desenvolvimento de edema agudo de
pulmão e choque cardiogênico. Nesta situação, o padrão mais comum é o da
miocardiopatia dilatada. O risco de falência cardíaca é maior entre usuários
pesados de álcool. |
Por outro lado, algumas pesquisas sugerem o efeito
cardioprotetor do álcool e o menor risco de desenvolvimento de diabetes-tipo II entre bebedores leve-moderados. No primeiro caso, estudos epidemológicos revelam
uma redução de mortalidade por infarto agudo do miocárdio e doenças coronarianas
entre consumidores de álcool moderados. Já em relação ao segundo caso, estudos
indicam uma redução de 30% a 40% do risco de desenvolvimento de diabetes-tipo II entre os consumidores de uma a duas doses diárias de álcool. |
Pesquisas
científicas alertam que os efeitos do álcool sobre a saúde dependem do histórico
médico e de riscos individuais, recomendando: |
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O risco geral de saúde de
um bebedor pesado poderia diminuir por meio da redução do consumo ou
abstinência;
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Abstêmios não podem ser indiscriminadamente aconselhados a
beber em função do desconhecimento do risco de progressão ao beber pesado; |
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A maioria das pessoas, que são bebedores do tipo leve-moderado, não precisa
mudar seus hábitos de beber, exceto em circunstâncias especiais. |
Mais
informações e sugestão de entrevistas: |
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Para possíveis matérias sobre este
assunto, sugerimos entrevista com Dr. Arthur Guerra de Andrade, presidente do
CISA, professor da Universidade de São Paulo (USP), psiquiatra e especialista em
dependência química, ou com a Dra. Camila Magalhães Silveira, psiquiatra e
coordenadora do CISA.
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Sobre o CISA
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| O Centro de Informações sobre Saúde
e Álcool - CISA, organização não governamental lançada, em 2004, pelo psiquiatra
e especialista em dependência química Arthur Guerra de Andrade é hoje a maior
fonte de informações no País sobre o binômio álcool e saúde. Por meio de seu
website (www.cisa.org.br), o CISA dispõe de um banco de dados com mais de 1.600
títulos, desde publicações científicas reconhecidas nacional e
internacionalmente, dados oficiais, até notícias publicadas em jornais e
revistas destinados ao público em geral. Além de estar comprometido com o avanço
do conhecimento na área de saúde e álcool, o Centro também atua na prevenção do
abuso e nos problemas do uso indevido da substância, por meio de parcerias e
elaboração de materiais de apoio a pais e educadores. |
Centro de Informações sobre Saúde e Álcool:
Angélica Consiglio e equipe
Contatos:
E-mail:
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PLANIN Worldcom
Tel. 11. 2138-8900
www.planin.com
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