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Chocolate deve ser consumido com moderação.
O alerta é de especialistas. Os médicos recomendam
a quem consome o produto com freqüência,
que realize exames periódicos de saúde.
Em épocas de Páscoa, cresce a venda de chocolates. Nas prateleiras dos supermercados, o apelo visual dos ovos de Páscoa atrai todos os olhares. Embalagens coloridas, brilhantes e sedutoras assediam e deixam o consumidor com água na boca. Nessa hora, fica difícil conter o desejo e os cuidados com a saúde acabam ficando em segundo plano.
A Sociedade Brasileira de Cardiologia aponta um estudo realizado pela Universidade de Davis, na Califórnia (EUA), em favor do chocolate. Um grupo de adultos voluntários, submetido a uma análise sangüínea antes e após ingerir uma caneca de cacau, principal ingrediente da iguaria, comprova que o chocolate diminui a atividade das plaquetas, ou seja, previne complicações cardíacas.
O chocolate também pode ser considerado alimento, pois, segundo especialistas, contém um terço de leite, um terço de açúcar e a mesma quantidade em cacau. Traduzindo, é rico em proteína, energia e gordura. Além disso, também é fonte de potássio, cálcio, magnésio e vitaminas do complexo B.
Alerta
O cardiologista Everton Cardoso Dombeck, da Clínica Cardiológyca Costantini, de Curitiba, alerta, entretanto, que as pesquisas sobre o chocolate não podem servir como um sinal verde aos gulosos e chocólatras de plantão. O especialista explica que, muitas vezes, as pesquisas publicadas são baseadas em um único estudo e que os resultados nem sempre se reproduzem quando novos testes são realizados.
O médico lembra que a gordura e o açúcar contidos no chocolate podem ser substâncias inimigas do organismo. “Em curto prazo, o chocolate consumido sem moderação pode causar males gastro-intestinais, acnes e espinhas e cáries dentárias. Em um período maior, além de contribuir com a obesidade, o produto também pode auxiliar na elevação da taxa de colesterol e triglicerídeos, dois dos principais fatores de risco para o desenvolvimento da doença arterial arteriosclerótica – depósito de gordura nas artérias - que pode levar ao enfarte”, comenta.
O clínico afirma, ainda, que os efeitos do chocolate podem ser mais graves quando consumidos por diabéticos. “Estas pessoas já têm mais predisposição de sofrer um enfarte”, conta. “E, muitas vezes, pacientes diabéticos não sabem que têm a doença”, observa.
Para o médico, pessoas que ingerem o produto constantemente devem realizar exames periódicos, com maior freqüência que a população em geral. “Isto para verificar a taxa de gordura e açúcar no sangue”, explica.
Dombeck ressalta, ainda, que os efeitos do chocolate à saúde humana podem variar de pessoa para pessoa, de acordo com os demais alimentos consumidos no dia. “Pessoas que têm uma dieta balanceada e rica em nutrientes recomendados por profissionais de saúde, provavelmente sofrerão menos efeitos nocivos com o consumo do chocolate”, diz. Fatores como alcoolismo e tabagismo, hipertensão arterial, além de sedentarismo, também devem ser observados.
Para a Páscoa, a receita do cardiologista é evitar o consumo do chocolate puro. Na opinião dele, as pessoas devem usar a criatividade na preparação dos pratos. Mesclar o produto com alimentos como frutas, que além de saborosas, são essenciais à boa saúde, pode ser uma dica interessante.
Opções
O cardiologista Everton Cardoso Dombeck, da Clínica Cardiológyca Costantini, também faz um alerta quanto às versões diet. Ele defende que estas opções, menos encontradas nos formatos temáticos de Páscoa, foram criadas para beneficiar diabéticos e não para quem está de dieta.
Dombeck diz que, além de mais caros, nem sempre os diets evitam o ganho peso. “O índice calórico é praticamente igual ao dos alimentos convencionais”, diz. Uma comparação feita pela Sociedade Brasileira de Cardiologia aponta que o chocolate dietético não contém açúcar, mas em compensação, na maioria das vezes, possui mais gordura que o convencional.

Já entre as alternativas preto e branco, o médico afirma que a primeira é a melhor opção. De acordo com ele, o chocolate branco contém mais colesterol, cerca de 22 mg em cada 100 g do produto. O Programa Nacional de Educação sobre o Colesterol (NCPE) recomenda uma ingestão diária abaixo de 300 mg de colesterol.

**Fique de olho: .

  • 30 gramas de chocolate ao leite contém, em média, 170 calorias, 2 gramas de proteína, 16 gramas de carboidrato e 10 gramas de lipídio
  • Dois terços da gordura do chocolate é saturada, ou seja, aumenta o colesterol sangüíneo
  • Chocolates diet são menos calóricos, mas possuem mais gordura que os convencionais
  • O chocolate em pó é o mais calórico
Mais Informações:
Clínica Cardiológyca Costantini
Assessoria de imprensa
Literal Link Comunicação Integrada
Solange Marchal/Isabela França
Telefax: 0xx41 3015 2222/ 9136 3778
E-mail: sol@literallink.com.br
 

 

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