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27/11 É O DIA NACIONAL DE COMBATE AO
CÂNCER:
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| NO BRASIL, CÂNCER DE ÚTERO MATA 6 VEZES MAIS
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Em 2008, mais de 18 mil mulheres receberão, no País, o diagnóstico de câncer de
colo de útero - de acordo com o Inca. Embora seja passível de prevenção e
detecção precoce, a doença mata 6 vezes mais no Brasil que em países
desenvolvidos, como a Inglaterra e os Estados Unidos. Isso porque essas nações
já implementaram programas competentes para rastreamento da patologia, com exame
de citologia ou Papanicolau, e com tratamento precoce das lesões precursoras do
câncer, o que diminuiu em até 70% a mortalidade.
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Os médicos consideram a mortalidade por câncer de colo de útero um importante
indicador de desenvolvimento social, comparável à mortalidade infantil. "As
principais vítimas são mulheres pobres, em idade reprodutiva e que não têm
acesso a serviços básicos de atenção à saúde ou que, quando realizam o exame,
demoram a retornar ou jamais retornam para tratamento", informa Dr. João Nunes,
chefe do Serviço e da Residência de Oncologia do Hospital Universitário de
Brasília. "No Distrito Federal, para se ter uma idéia, estudo mostrou que 18%
das mulheres entre 25 e 59 anos não realizaram o exame Papanicolau nos últimos 3
anos", destaca o especialista. |
Na linha de risco - Quando se aborda o câncer de colo de útero é inevitável
falar do papiloma vírus humano. "Cerca de 99% dos casos da doença estão
relacionados ao vírus conhecido como HPV - mais especificamente a alguns
subtipos considerados de alto risco", explica Dr. João.
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Mais uma vez, o Papanicolau aparece como o caminho ideal para a identificação
precoce. "Toda mulher deve obrigatoriamente realizar o exame uma vez por ano,
desde o início da vida sexual. O intervalo entre um exame e outro pode ser
reduzido dependendo de alguns aspectos, tais como: presença de lesões e
determinados hábitos sexuais. Vale destacar que a maioria das infecções por HPV
não apresenta sintomas (lesões ou verrugas)", enfatiza o oncologista. |
Para prevenção, o uso do preservativo é a melhor forma, mas não é totalmente
eficaz apesar da transmissão ser por via sexual. Outra importante forma de
prevenção já disponível no Brasil é a vacina anti-HPV. "Ela será destina-se a
mulheres de 9 a 26 anos que não entraram em contato com os subtipos de
alto-risco do vírus. Estamos otimistas, pois a expectativa é de que a vacina
venha a evitar, no futuro, 70 % dos cânceres de colo uterino", antecipa Dr.
João. |
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Carla Furtado
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