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Autoestima: Implantação de prótese de silicone nos seios
em casos de câncer de mama |
| O uso da prótese de mama ultrapassa os limites da cirurgia estética. Após o
diagnóstico de câncer de mama e a remoção total de, pelo menos, um dos seios, o
implante de prótese de silicone é uma das alternativas de reconstrução e resgate
da autoestima da mulher.
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"A evolução da tecnologia em próteses de silicone e da prática cirúrgica
confirmam que a ocorrência do câncer de mama não precisa representar uma queda
na qualidade de vida da mulher. Pelo contrário, com a cirurgia plástica e as
inúmeras técnicas disponíveis para a reconstrução, ela tem condições de retomar
todas as suas atividades sociais, profissionais e sexuais. Com a cirurgia
oncoplástica, é possível proporcionar bem-estar emocional, físico e psicológico
à paciente, que pode ter novos seios, muitas vezes mais bonitos que antes",
explica Dr. Alexandre Mendonça Munhoz (CRM-SP 81.555), médico especialista em
cirurgia plástica de mama e oncoplástica, Membro Especialista e Titular da
Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Membro Consultor do corpo de
revisores internacionais das revistas americanas Annals of Plastic Surgery e
Plastic Reconstructive Sugery, Membro do Corpo Editorial da Revista Brasileira
de Cirurgia Plástica, além de integrar o corpo clínico dos Hospitais
Sírio-Libanês, Albert Einstein, Fleury, Oswaldo Cruz e São Luis.
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Para saber mais sobre como é a reconstrução mamária com a implantação de
próteses por meio da cirurgia oncoplástica, entrevistamos o Dr. Alexandre
Munhoz, que nos apresenta os principais aspectos que envolvem a colocação de
próteses em mulheres que passaram pela remoção total de um dos seios. Acompanhe.
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| 1- Uma mulher pode realizar a cirurgia oncoplástica quantos anos após a
realização da operação de remoção do seio? Ex. A operação de câncer de mama
aconteceu há mais de cinco anos e, agora, essa paciente deseja implantar prótese
nos seios. Isso é possível? |
Preferencialmente, a cirurgia deve ser feita no mesmo momento da cirurgia do
câncer de mama, um processo que denominamos de reconstrução imediata. Caso não
haja possibilidade, pode ser feita após a realização de todo tratamento
pós-operatório, que envolve quimioterapia e/ou radioterapia. Nesse caso, desde
que todos os exames estejam normais e o oncologista ou o mastologista não
evidenciarem nenhuma lesão suspeita na mama, pode ser realizada a cirurgia de
prótese sem problemas. Nesta situação, é mais seguro que a prótese seja colocada
na região atrás do músculo peitoral, chamada de posição retromuscular. Vale
lembrar que a prótese pode ser colocada a qualquer momento, independente do
intervalo entre a retirada do câncer e a nova cirurgia. Todavia, por meio de uma
avaliação criteriosa por parte do cirurgião deve-se analisar as condições locais
da pele como espessura e elasticidade.
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| 2- Como é que funciona a prótese-expansora que pode ser utilizada para
reconstrução da mama? O que são próteses bidimensionais? |
Um dos tipos especiais utilizados em casos de câncer de mama é a chamada
prótese-expansora, que apresenta dois compartimentos: um de silicone semelhante
às próteses convencionais e outra parte de solução salina (soro fisiológico). A
região que contém silicone tem um volume fixo, que não muda após a cirurgia. Já
o volume do compartimento de salina pode ser alterado para mais ou para menos,
uma vez que é conectado à uma pequena válvula subcutânea. Por meio de punção com
uma agulha bem fina (quase indolor), o cirurgião plástico coloca ou tira soro
fisiológico, permitindo, assim, aumentar ou diminuir o volume da mama sem a
necessidade de uma nova cirurgia, de acordo com o andamento do
pós-operatório.
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A prótese biodimensional é uma prótese que apresenta duas dimensões diferentes.
Habitualmente, a largura pode ser maior ou menor que a altura e a projeção pode
ser diferente em regiões distintas da prótese - na parte de baixo, ela é mais
projetada que na parte de cima. Desta forma, e principalmente nos casos de
reconstrução mamária, o cirurgião pode obter melhores resultados com diferentes
formatos e anatomias de mamas. As próteses que não são biodimensionais são
chamadas de redondas e, dependendo do tipo de mama, podem apresentar resultados
mais limitados uma vez que apresentam apenas uma dimensão. Essas próteses são
usadas, inclusive, em cirurgias estéticas da mama em casos específicos de
grandes assimetrias.
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| 3- A evolução das próteses de mama, de material e formato, também beneficia as
próteses usadas na cirurgia oncoplástica? |
| Sim, hoje o formato e o material evoluíram muito e a incidência de contratura
capsular (endurecimento da prótese) é muito menor. Como as cirurgias de
reconstrução são maiores e mais extensas e as pacientes são submetidas à
radioterapia, a qualidade do material utilizado na confecção da prótese é
fundamental para se reduzir a possibilidade de reação do organismo e, por
conseqüência, obter bons resultados em longo prazo. |
| 4- As próteses devem ser implantadas nos dois seios, mesmo que apenas um tenha
sido afetado pelo câncer? |
| A colocação da prótese dependerá da anatomia, posição e formato da mama não
acometida pelo câncer. Na minha experiência cirúrgica, verifico que em 2/3 das
pacientes existe a necessidade de operar a outra mama não atingida pela doença,
com colocação de prótese nos dois seios, a fim de se obter simetria e um bom
resultado estético final. |
| 5- Como um quadro de diabetes interfere na realização da cirurgia oncoplástica? |
Estudos clínicos, não apenas na área de cirurgia mamária, mostram que as
pacientes diabéticas apresentam cicatrização mais lenta ou mesmo insuficiente.
Além disso, existe maior incidência de infecções. Caso seja um diabetes
controlado (equilibrado) a cirurgia oncoplástica pode ser realizada, porém
cuidados extras deverão ser tomados para favorecer a cicatrização e evitar
complicações, como infecção.
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Na situação de um diabetes não controlado, deve-se contra-indicar a reconstrução
imediata e fazê-la em outro momento, com a paciente em melhores condições
clínicas.
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| Perfil |
Alexandre Mendonça Munhoz (CRM-SP 81.555) - Cirurgião Plástico
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| Graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), Mestre
e Doutor em Cirurgia Plástica na área de Cirurgia Mamária pela HC-FMUSP, Dr.
Munhoz é Coordenador do Grupo de Reconstrução Mamária do Hospital das Clínicas
da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Membro Especialista e
Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Membro Consultor do corpo
de revisores internacionais das revistas americanas Annals of Plastic Surgery e
Plastic Reconstructive Sugery, Membro do Corpo Editorial da Revista Brasileira
de Cirurgia Plástica, além de integrar o corpo clínico dos Hospitais
Sírio-Libanês, Albert Einstein, Fleury, Oswaldo Cruz e São Luis. |
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Prestige
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